sexta-feira, fevereiro 25, 2005

Por estar muito tempo desativado

Este post foi feito unicamente para lembrar [inclusive a mim] de que tenho um blog. Porque sinceramente, tem me dado uma vontade de não escrever nada ultimamente. Isto pode soar estranho e contraditório, já que escrevo [de mãos atadas num copo de sorvete] e, [retirando as mãos do copo], posso lembrar-me de que elas estão livres, porém as idéias ficaram presas no copo, como impressões digitais, num corpo translúcido.

É porque não escrevo que componho este post.
Pra lembrar [inclusive a mim] de que tenho um blog...

terça-feira, fevereiro 15, 2005

Uma morte sem fins

Certa vez, eu conversei no ônibus com um amigo. Este me dizia que o dinheiro era o mal do século. Nunca achei que fosse concordar tanto com isso. O dinheiro está por trás de todas as más ações, de todos os corrompimentos sociais, de todas as doenças, de todas as crenças, da infelicidade. Não há mais perfeição na gratuidade, seguimos como óbolos a cada pedaço de esquina que nos constroem [inclusive, mal construídas]. Aí, eu abro o jornal e leio que uma freira missionária [que provavelmente não se importava com dinheiro,a não ser que fosse em prol de seu povo] foi assassinada! Provavelmente para que os magnatas continuassem a ter casas com três piscinas, heliportos, helicópteros, jatinhos, etc. Eu entendo que o ser humano não é e nunca foi humano. Desde que me conheço por gente, estudei sobre pessoas que destroem outras por interesse próprio e entendo que, hoje, as pessoas são avaliadas pelo que têm e não pelo que são. Ronaldinho mesmo disse:

- O dinheiro me deu, além de tudo, o respeito dos outros.

Se compramos até respeito, que deveria ser dado de graça, eu me pergunto onde é que está o troco da minha indignação?

O amor, pra qualquer efeito

O amor é uma bula de remédio. Sabemos, por escrito, todas as complicações, todas as reações químicas, todos os efeitos colaterais...mas ainda assim usamos, na esperança de descobrir se nos fará surtir efeito...

Perguntas sobre a Terra do Nunca

- Por que ela teve que morrer?

Ele disse:

- Não sei, Peter, não sei.

Eu responderia:

- E por que nós temos que viver?

sexta-feira, fevereiro 11, 2005

[Re]carregando as malas: chegar e ficar!

De malas desmontadas, cá estou. Novamente fazendo a desbagagem usual do pós-viagem. O que contar? Este carnaval foi excepcionalmente bom. O sítio era uma graça, assim como as pessoas que estavam nele. Relutei um pouco ao chegar, para ficar; e ao sair, deixei meu coração. A saudade do Rio batia forte no peito, inclusive quando via pela televisão o anúncio das escolas de samba. Essa cidade é só ela. Não existem análogas. É como disse Caetano, porém, direcionando a outros fins, o avesso do avesso do avesso do avesso não mora em outro ponto senão nas ruas abafadas e nas praias calorosas deste estado do Brasil. Nem imaginei que gostava tanto assim do Rio de Janeiro.
Vitória é uma cidade muito simpática. Sempre muito bem recebido pelas bandas de lá. Mas finco meu pé junto nesta porcaria de cidade, que sabe abraçar os temperos de cada região deste imenso país, que sabe ser gentil e beijar com toda sinceridade o rosto de alguém que chega pra ficar.
[O post não está muito bom, confesso, mas tenho estudado muita Matemática ÊÊÊÊÊ - momentos alegres, anti-depressivos]
Volto quando a criatividade literária me bater a porta.

quinta-feira, fevereiro 03, 2005

[Re]Partindo

Parto amanhã [no caso, hoje], para Espírito Santo, rever um grande amigo. Parto partido. Sem definições. Calafrios me batem à porta, mas atender seria uma questão milimetricamente razoável, imponderável neste tipo de conclusão. Parto minha vida ao meio e decido a melhor parte na hora exata; tenho galgado rumos mais amenos: momentâneos, confesso. Levarei comigo alguns CD's, algumas roupas interessantes e minha barraca de camping, tão minuciosamente requerida para o tal acampamento. Levarei o livro da auto-escola e um pouco da vontade de lê-lo. Talvez termine-o durante a viagem. Preciso não passar fome, apenas; caso contrário, me sentirei mal durante ela. Desta vez, parece que sentirei mais falta do que antes.
Meu amigo parece estranho, e espero ser apenas uma impressão [mais uma vez milimétrica?].
Eu acho que vou ficar gripado e, sinceramente, meu nariz está escorrendo toda hora; odeio ficar fungando incessantemente. É um saco.

Vamos ao que interessa de fato. Sei que este é um blog intermitente, como tanto tenho repetido. E que aí não faz nenhum sentido falar de despedida, ou até mesmo, término. Vamos com calma. Não cessei atividades, apenas omiti durante certo tempo. Como não são muitos que lêem estes enfadonhos posts, sei que não sentirão falta, em momento algum das minhas prosódias e lirismos. Espero que saibam se virar se mim.